Emília Goulart

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Araçatuba, São Paulo, Brazil
Escritora,poetisa, contista,cronista, romancista, artista plástica. Costureira da arte.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

FELIZ 2013


                                                            

 Meus desejos de um Feliz Natal e um próspero ano novo. Mais um ano está chegando ao fim. Como sempre, tudo que finda nos dá a sensação de que poderia ter sido melhor ou que poderíamos ter feito melhor.

Fim de ano, tempo de balanço geral, papel picado vai voar do alto dos edifícios, enquanto engenheiros lançam olhos de águia em busca de espaço para abrigar um novo projeto. Velhas lembranças serão desalojadas. Algumas refugiadas na saudade irão alimentar o acervo individual e incontestável, localizado na mente dos humanos. Outro “Grupo Escrevivência” deverá surgir para combater com suas armas, o “alemão”, aquele clandestino que tenta invadir esse acervo.

Tudo pode ser renovado no próximo ano, mesmo o que foi levado pela acomodação do planeta por nosso desrespeito.

Texto publicado pela internet declara como opinião do advogado Marcio Thomas Bastos, que o julgamento do “mensalão” se tornou fenômeno jurídico tipicamente brasileiro. “A lavagem ficou como jabuticaba, só tem no Brasil.”

Em parte concordo com ele, o Brasil é o único país onde pessoas com a moral política totalmente abalada, têm a coragem de posar para as câmeras com sorriso estampado no rosto. Em alguns lugares do mundo os políticos não suportam conviver com a desonrosa exposição pública de seu mau caráter.  Desde que a rainha Maria Antonieta teve sua cabeça decepada por uma guilhotina, muitos orientais flagrados na desleal ganância, preferiram o suicídio.

Tudo pode ser mudado, a enxurrada de lama que assolou nosso País, também. Acreditamos em mudanças. Não podemos apenas enrolar o tapete sujo e jogar no porão, é preciso dedetizar o porão. O Brasil exige mãos limpas.

Embora as vidas perdidas não possam ser renovadas, há a esperança de que a nação acorde. O mensalão não foi apenas uma lavagem de dinheiro, nem se tratou apenas de corrupção. Foi a falta de respeito com um povo organizado que paga seus impostos, foi verba que poderia ser direcionada à saúde, educação e segurança. Como justificar a falta de recursos que levou à morte tantas pessoas?

O trabalhador precisa trabalhar, a criança estudar, o idoso a tranquilidade de quem trabalhou a vida inteira o sossego para buscar no banco a minguada aposentadoria, bem aquém daquelas proporcionadas por insondáveis benesses incluídas na legislação.

Desejo a todos os brasileiros um Brasil melhor, livre do poder anárquico de bandidos, desejo às crianças do meu Brasil vida longa e junto das suas famílias, possam comemorar o Natal com a confiança de que no próximo ano haverá vagas escolares para todos, que os hospitais tenham leitos suficientes para os que precisam, e o sonho da casa própria se realize. Que seja decretado a todo bandido pagar na cadeia a pena por seus delitos, pois a regalia da “saidinha”, não é direito concedido às vitimas dos crimes de morte, essas não voltarão a passar um Natal ao lado dos seus familiares.

Roubar a educação das crianças é riscar o futuro de uma nação.

Premiar com insegurança os trabalhadores é decretar depressão coletiva ao povo do país. Posar de cidadãos honestos para um povo humilde que busca nas instituições públicas recursos para suas mazelas e não encontram, é genocídio.

Oh Deus, como pode tão poucos fazerem tantos estragos?

Porém, às vésperas das festividades de final de ano, eu vislumbro uma luz no fim do túnel. Esta crônica natalina saiu do tom porque, meu desejo de ver o Brasil livre desses bandalhos não é utopia, podemos sim, fazer deste país o melhor lugar do mundo.

Feliz Natal e vamos fazer de 2013 um ano melhor.

Emília Goulart é membro da UBE, Grupo Experimental e Cia dos blogueiros