Emília Goulart

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Araçatuba, São Paulo, Brazil
Escritora,poetisa, contista,cronista, romancista, artista plástica. Costureira da arte.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O Planeta Terra é Nosso

                                          O Planeta Terra é Nosso

A sede de alcançar outros planetas, visitar estrelas, e a pretensão do homem de voar cada vez mais alto,  parece estar tirando a terra do eixo e nossas cabeças também. O homem  vive em função de ultrapassar limites,  não temos heróis.
Não quero com este texto fantasiar a realidade, apenas expor meu livre pensamento sem me preocupar com as verdades meritórias dos estudiosos. Não quero travar um duelo com Deus muito menos com o Diabo.
Meu pensamento não caminha com tanta agilidade e me arrasto como uma lesma nos preceitos do passado.  A acidez  das imoralidades que afrontam a sociedade conservadora com provocações desnecessárias, alimentam os  preconceitos tolos e me confunde.
 Recursos tecnológicos fluíram em curto espaço de tempo e  não foi suficiente para  preparar o homem para as grandes mudanças. O caráter do homem foi fundamentado no respeito, mas não conseguiu manter-se na crista da onda e naufragou. Perdemos o controle da terra  e queremos explorar outros planetas?
 Posso sim estar errada e podem muitos ou todos discordarem da minha linha de raciocínio, no entanto não vou abdicar do direito de expressar meus pensamentos até mesmo porque,  muitas teorias consideradas loucuras foram mais tarde comprovadas  como verdades absolutas. A terra é redonda! Mas, isso claro, não me eleva ao patamar dos sábios nem dos grandes cientistas. Sou uma simples mortal cuja imortalidade acadêmica não me subiu a cabeça.
Há tanto que ser feito aqui na terra, neste planeta maravilhoso que Deus nos deu. Aqui tudo foi feito com carinho e dedicação para que ao homem nada faltasse. Provisionou a terra de água doce e salgada, ar, fogo, praias, matas e montanhas.  Sua generosidade principalmente com os brasileiros é infinita. Há extensas planícies abrigando nossa fauna, Ele não se esqueceu de que para sustentar o ar que a terra necessitava, era preciso uma vasta floresta e o Bondoso Pai escolheu o Brasil colocando nele a mata Amazônica, pulmão do mundo. 
 Posso sim estar errada, e ouvir ferrenhas  críticas quanto a minha visão de futuro, mas me reservo o direito de perguntar:
—Para quê precisamos ocupar outro espaço se não cuidamos bem deste que nos foi dado?
Creio sim que Deus pode ter criado outros filhos em outros mundos, mas não estamos cuidando bem do nosso! Então para quê esta ganância em invadir espaços que não nos pertencem? Aqui  só nos  falta pessoas honestas no comando.
  Só encontro uma razão plausível para ocupar outro espaço, se esta fosse uma forma de livrar a terra dos usurpadores!  Quem sabe construindo lá em Marte uma grande prisão onde depositar a escória da terra, nos livraríamos dos corruptos, traficantes e cruéis assassinos. Contudo não é justo poluir com nosso lixo outros planetas.
 Haverá heróis em outro planeta capaz de uma higienização  que  livre de uma vez a terra, dos seus vilões audaciosos?  Quantos  pensamentos  me ocorrem, nenhum que seja  uma saída digna de ser usada por terráqueos do bem. A insatisfação em ver a criminalidade triunfar, e a justiça se esconder, me leva a crer que  a desordem foi estabilizada, não há o que fazer, quando quem governa  não se dá ao respeito.
Ouço novamente a terrível frase: “O povo não sabe votar”.  Quem saberá escolher,   no meio do joio  se no joio não há escolha?
Procura-se  um marciano para se candidatar a preencher a vaga de herói. A única exigência, ser mais honesto  que os terráqueos e mais humano.  
Emília Goulart





terça-feira, 30 de junho de 2015

Barbarie

                                                                   Barbáries
  Hoje ao folhear as páginas dos jornais, ou nos posicionarmos diante da tela de algum aparelho, nos deparamos com as barbaridades que acontecem diariamente por este mundo. O Brasil está contaminado pela praga da selvageria. Matar já não satisfaz o ser violento, é preciso selar o fato com requintes de crueldade. Pais matam filhos e o inverso também acontece com frequência. Homens e mulheres frustrados nos seus relacionamentos impedem a felicidade de outros atingindo os próprios filhos, com suas sórdidas  e perversas vinganças. Motivo torpe ou falta de motivo pouco importa, estão matando mais. A prioridade é matar. Grande demais é o sofrimento de famílias que perderam seus filhos, irmãos ou pais porque tentaram encontrar um novo rumo para suas vidas.
Nas faculdades muitos jovens que sonham encontrar o tal porvir risonho, através dos estudos e trabalho, acabam apresentados a outras coisas como as drogas. Esses monstros selvagens, agressivos e calculistas, transitam entre as pessoas com suas máscaras de bons meninos, aliciam outros e chamam a isso de demência, para amenizar e tornar as penas ainda mais suaves do que são. Muitos são os advogados (esses sim, dementes) que usam e abusam deste recurso, para livrar traficantes e outros violadores das leis.
 Familiares lamentam diariamente a perda de seus entes queridos nas mãos destes bárbaros sem que as autoridades se manifestem. Como disse um jovem promotor, em uma rede de televisão: “Ou as autoridades tomam uma providência urgente, ou perderemos uma geração inteira de jovens”.
 Loucura é dar liberdade a corruptos e corruptores que lesam uma nação como a nossa; carente de educação, saúde, segurança e tudo o que nos falta desde uma legislação tributária mais justa, menos cruel com quem trabalha. A criminalidade aumenta independente da idade, escolaridade ou classe social. Pagam quirelas a um tirano matador ou com uma porção de drogas que porá um sorriso torto na boca de um drogado.
É esse o valor da vida, para os feitores de leis?
 Se para a barbárie e o trafico, não tem idade, por que deve haver limite para a condenação? Não existe motivo que justifique tirar a vida de outro ou destruir os sonhos dos jovens, levando-os para vícios, e ficar impune aos olhos de uma sociedade explorada e assustada.
Essas barbaridades têm aumentado tanto que as estatísticas as colocaram iguais em números de mortos das guerras e guerrilhas sem sentido que acontecem para enfraquecer um povo e realçar o poder de armamento de outro. As religiões deveriam servir para aplacar esta ira, não para fomentar.
Quanta vida se perde em nome de um Deus que é Único, mas, que o homem teve a ousadia de dividi-lo. O terrorismo não se acalma diante da destruição, não se abala com bombas e não se satisfaz com vidas. Nutri-se de um ódio feroz e insaciável pelo próximo. Assim também agem os criminosos em qualquer situação. Eles têm apenas o desejo de matar, ferir, humilhar e estão em qualquer lugar onde a justiça falha não os alcança.
Emília Goulart