Emília Goulart

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Araçatuba, São Paulo, Brazil
Escritora,poetisa, contista,cronista, romancista, artista plástica. Costureira da arte.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Barbarie

                                                                   Barbáries
  Hoje ao folhear as páginas dos jornais, ou nos posicionarmos diante da tela de algum aparelho, nos deparamos com as barbaridades que acontecem diariamente por este mundo. O Brasil está contaminado pela praga da selvageria. Matar já não satisfaz o ser violento, é preciso selar o fato com requintes de crueldade. Pais matam filhos e o inverso também acontece com frequência. Homens e mulheres frustrados nos seus relacionamentos impedem a felicidade de outros atingindo os próprios filhos, com suas sórdidas  e perversas vinganças. Motivo torpe ou falta de motivo pouco importa, estão matando mais. A prioridade é matar. Grande demais é o sofrimento de famílias que perderam seus filhos, irmãos ou pais porque tentaram encontrar um novo rumo para suas vidas.
Nas faculdades muitos jovens que sonham encontrar o tal porvir risonho, através dos estudos e trabalho, acabam apresentados a outras coisas como as drogas. Esses monstros selvagens, agressivos e calculistas, transitam entre as pessoas com suas máscaras de bons meninos, aliciam outros e chamam a isso de demência, para amenizar e tornar as penas ainda mais suaves do que são. Muitos são os advogados (esses sim, dementes) que usam e abusam deste recurso, para livrar traficantes e outros violadores das leis.
 Familiares lamentam diariamente a perda de seus entes queridos nas mãos destes bárbaros sem que as autoridades se manifestem. Como disse um jovem promotor, em uma rede de televisão: “Ou as autoridades tomam uma providência urgente, ou perderemos uma geração inteira de jovens”.
 Loucura é dar liberdade a corruptos e corruptores que lesam uma nação como a nossa; carente de educação, saúde, segurança e tudo o que nos falta desde uma legislação tributária mais justa, menos cruel com quem trabalha. A criminalidade aumenta independente da idade, escolaridade ou classe social. Pagam quirelas a um tirano matador ou com uma porção de drogas que porá um sorriso torto na boca de um drogado.
É esse o valor da vida, para os feitores de leis?
 Se para a barbárie e o trafico, não tem idade, por que deve haver limite para a condenação? Não existe motivo que justifique tirar a vida de outro ou destruir os sonhos dos jovens, levando-os para vícios, e ficar impune aos olhos de uma sociedade explorada e assustada.
Essas barbaridades têm aumentado tanto que as estatísticas as colocaram iguais em números de mortos das guerras e guerrilhas sem sentido que acontecem para enfraquecer um povo e realçar o poder de armamento de outro. As religiões deveriam servir para aplacar esta ira, não para fomentar.
Quanta vida se perde em nome de um Deus que é Único, mas, que o homem teve a ousadia de dividi-lo. O terrorismo não se acalma diante da destruição, não se abala com bombas e não se satisfaz com vidas. Nutri-se de um ódio feroz e insaciável pelo próximo. Assim também agem os criminosos em qualquer situação. Eles têm apenas o desejo de matar, ferir, humilhar e estão em qualquer lugar onde a justiça falha não os alcança.
Emília Goulart                  

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